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“Um diferencial essencial para o secretariado no mercado atual”

Neste artigo eu compartilho o que foram para mim os principais aprendizados com a leitura do livro “Secretariado Intercultural”, da autora Marcela Brito, ao mesmo tempo em que trago algumas observações de minha experiência pessoal sobre o tema. Aqui eu gostaria de destacar: porquê a interculturalidade é uma característica essencial no perfil de todo profissional de secretariado e como você pode exercitá-la e internalizar esta competência no seu modo de trabalho.

 

Segundo minha leitura, interculturalidade seria a capacidade de interagir entre culturas diferentes e, no processo, atingir como resultados a construção de um ambiente agradável, saudável, tolerante e frutífero, por meio da construção de bons relacionamentos, visando o crescimento de pessoas e organizações, possibilitando aprendizados e trocas.

 

  • Por que a interculturalidade seria uma característica imprescindível no perfil de todo profissional de secretariado?

 

O exercício da interculturalidade é um fator indispensável para todo profissional porque é um diferencial competitivo. Segundo Friedman, mencionado por Marcela no livro em referência, o mundo passou por três diferentes globalizações: primeiro a globalização dos países, depois a globalização das empresas e por último a globalização dos indivíduos.

 

Veja, mesmo que o profissional trabalhe no Brasil e em uma empresa nacional, a abertura para a interculturalidade e a consciência de sua necessidade são primordiais, já que o Brasil é um país de dimensões continentais, cujas regiões possuem culturas e hábitos distintos, e o profissional de secretariado está a todo momento lidando com situações, assessorando executivos, atendendo clientes e apoiando empresas que estão totalmente envolvidos neste contexto.

 

Além disso, a interculturalidade se faz não apenas crucial, mas totalmente presente, na rotina de profissionais que atuam em empresas multinacionais ou em outros países, já que estão imersos em outra cultura, comunicando-se em outros idiomas e relacionando-se com indivíduos em um ambiente muitas vezes diferente de seu ambiente de origem.

 

De outro ponto de vista, se pensarmos que algumas das melhores oportunidades de trabalho e remuneração surgem em empresas que tem relações de negócios internacionais e exigem conhecimento não apenas de outros idiomas, mas também de outras culturas, a interculturalidade se mostra, uma vez mais, primordial como diferencial competitivo no mercado de trabalho.

 

  • Como exercitar e internalizar a interculturalidade?

 

No recorte que aqui faço do livro, a interculturalidade poderia ser desenvolvida em duas frentes:

 

A primeira frente seria a inteligência emocional. Marcela Brito menciona o psicólogo americano Daniel Goleman e seu estudo sobre Inteligência Emocional, e nós vamos começar por aqui, porque este certamente é o princípio de tudo.

 

Goleman afirma que inteligência emocional é a habilidade de exercer o controle e ter equilíbrio de nossas emoções. Isso seria atingido por meio de: autoconhecimento, autocontrole, automotivação, empatia e, finalmente, relacionamento interpessoal. O relacionamento interpessoal surgiria como resultado do bom exercício de todas as competências anteriores.

 

Para Marcela, “o primeiro passo é conhecer a si mesmo. Sem saber como se lida consigo mesmo é difícil tentar prosseguir em um relacionamento com o outro, a despeito do meio”. Em outro trecho de seu livro, Marcela diz que as competências da inteligência emocional, “quando adquiridas por profissionais, produzem efeitos positivos na relação de trabalho”.

 

A segunda frente essencial para o exercício da interculturalidade seria língua e cultura. E aqui eu apresento estes dois fatores como um único item porque, como bem menciona Marcela, segundo o etnólogo francês Warnier, ambas são indissociáveis.

 

Em outra passagem do livro, Marcela escreve: “o choque cultural, causado inicialmente, é importante para despertar no indivíduo a percepção do quanto existe além do meio onde ele vive. É nesse ambiente que a habilidade de tolerar o outro, que é diferente, se desenvolve”.

 

Ou seja, para exercer a interculturalidade, o simples domínio do idioma não é suficiente, é necessário o desenvolvimento da combinação de três competências: conhecimento, habilidade e atitude. Marcela menciona em seu livro Thomas & Inkson, para explicar como uma pessoa exercita estas competências a serviço da interculturalidade:

 

“Uma pessoa culturalmente inteligente possui:

– o conhecimento para compreender o fenômeno do intercâmbio cultural;

– a atenção para observar e interpretar situações específicas;

– a habilidade de adaptar a conduta e agir apropriadamente, obtendo sucesso, em situações variadas.”

 

De minhas experiências, tanto no Brasil como fora dele, a atitude intercultural é assimilada de acordo a exposição do profissional a situações que permitam o seu exercício. É uma habilidade contemporânea obrigatória para o êxito do profissional de secretariado e se desenvolve em um processo ativo, intencional, constante e evolutivo. São necessários interesse, dedicação, sensibilidade e real interesse pelo outro para colocá-la em prática.

 

Para concluir, eu gostaria de parabenizar a autora pelo livro. Secretariado Intercultural é extremamente rico e traz outros aspectos muito importantes que não estão presentes neste artigo, de forma que eu recomendo a leitura da obra completa para todo profissional secretário que deseje se desenvolver e ter um diferencial competitivo no mercado de trabalho.

 

 

Psiu 1: essa semana tem vídeo novo meu no canal Secretariado na TV, respondendo uma pergunta que vocês me enviaram: “como é trabalhar fora do Brasil?”. Se você ainda não está inscrito no canal, junte-se a nós para aproveitar todo o conteúdo que ele te oferece e interagir com a comunidade do Secretariado!

 

Psiu 2: Marcela Brito é uma pessoa maravilhosa e uma profissional de destaque no meio do Secretariado, mas se você ainda não a conhece e quer saber mais sobre ela e sobre a obra Secretariado Intercultural, clique aqui 😉

 

Psiu 3: em março teremos vídeos com uma profissional certificada em coach, mentoring e orientação de carreira, respondendo perguntas que a comunidade de Secretariandos nos enviou! Para ficar por dentro, junte-se a nós no canal!

 

Obrigada pela leitura e grande abraço!

Simone.

Author: Simone

Bacharel em Letras pela USP, Técnica em Secretariado Executivo, fluente em inglês, espanhol e português. Criadora do Secretariado com Simone, atualmente vivendo em Santiago do Chile.

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