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“Protagonismo e identidade profissional: diferenciais do secretariado do futuro [Parte 2]”

Olá, Secretariando!

 

Estamos começando mais uma semana e, conforme prometido, neste artigo trarei para você o que foram para mim as melhores reflexões da segunda parte da palestra do professor Eugênio Mussak, no COINS 2017, cujo tema foi “Protagonismo e identidade profissional: diferenciais do secretariado do futuro”. Espero que estes insights te inspirem para começar uma nova semana com muita energia e motivação, assim que como me inspiraram.

 

Na segunda parte de sua palestra o professor trouxe alguns conceitos para a nossa reflexão, com a intenção de relacioná-los ao protagonismo e à identidade profissional da(o) secretária(o). Abaixo vamos conversar um pouco sobre cada um deles e, ao término de cada exposição, te convidarei, por meio de uma pergunta, a uma reflexão sincera a respeito da identidade profissional que temos assumido:

 

  1. Significado:

O professor trouxe a seguinte pergunta para os participantes: “o que estamos fazendo no COINS?” E sugeriu o seguinte desdobramento como uma possível resposta: “assistindo palestras, para sermos profissionais melhores por meio do aprendizado, para que possamos fazer o nosso trabalho melhor, para que nossos chefes e colegas sejam melhores, para que nossa empresa seja melhor, consequentemente, para contribuir para um mundo melhor”.

 

Saber o nosso “porquê” é algo extremamente importante, pois é ele quem dá significado a tudo o que fazemos. Para sermos profissionais realizados, precisamos desenvolver o nosso trabalho de forma a transmitir significado através dele em nosso dia-a-dia, não apenas conhecimento técnico.

 

Qual tem sido o meu porquê (propósito, motivo) no meu trabalho?

 

  1. Criatividade:

O professor comentou que a criatividade é um “pré-requisito para a inovação e precisa estar a disposição para o nosso desenvolvimento”. Ele ainda mencionou que o ambiente ideal para a existência da criatividade é composto por:

  • Transgressão
  • Curiosidade

 

É muito importante lembrar que transgressão não é o mesmo que contravenção. Contravenção é uma infração, e deve ser punida. Já transgressão é o desafiar paradigmas, é questionar o porquê quando algo não tem mais sentido ou quando um processo é feito de uma determinada maneira simplesmente porque “sempre foi assim”, ignorando a necessidade de revisão e atualização de processos e procedimentos, de forma a considerar novos contextos e novas necessidades, sejam elas do negócio ou do mercado, por exemplo.

 

Há um paradoxo presente nas empresas: elas querem inovação e criatividade, mas não permitem transgressão, questionamentos ou mudanças. Como profissionais de secretariado, temos importância na criação dessa cultura no ambiente onde estamos: trazer sempre o questionamento construtivo e saudável dos processos – começando pelo nosso modo de trabalho, e não pelo modo de trabalho do outro – de forma a incentivar a criatividade, fazendo disso um diferencial da nossa identidade profissional e contribuindo para a sobrevivência e reinvenção da nossa profissão em um futuro muito próximo.

 

Robôs não são mais “ideias futuristas”, estão muito ativos no momento presente. Seja em atendimentos eletrônicos, seja desenvolvendo atividades antes performadas por seres humanos. A única forma de nos prepararmos para o futuro da nossa profissão é aplicando a criatividade no nosso dia-a-dia de trabalho – uma característica que confere singularidade à raça humana.

 

Estou preparada(o) para assumir o protagonismo do futuro de minha profissão, estando aberta(o) a novas formas de trabalhar e novos pontos de vista?

 

  1. Clima corporativo

O professor começou comentando sobre um estudo que foi feito, a respeito do impacto que os ambientes físico e psicológico tem sobre a produtividade humana. O estudo conclui que mesmo em um ambiente físico com limitações, quando se tem um ambiente psicológico saudável, a produtividade aumenta. E quem contribui para um ambiente psicológico saudável são as pessoas.

 

E ele sugere a seguinte reflexão a este respeito: “nós somos influenciados pelo ambiente, mas também podemos influenciar o ambiente onde estamos”.

 

“Será que não seria esse um papel importante do profissional de secretariado? Ajudar a criar bons ambientes de trabalho, onde as pessoas se sintam bem, onde seu cérebro funciona e sua alma está presente?”

 

Falando sobre “estar presente”, o professor trouxe o conceito de “ócio criativo”, que seria a intersecção de 3 necessidades básicas do homem: o trabalho, o aprendizado e o prazer. O nosso cérebro funciona bem se estiver fazendo alguma dessas 3 coisas, e sua capacidade é potencializada se conseguimos realizá-las juntas – isso seria o ócio criativo.

 

E o professor segue, com uma citação de Cortela: “a vida é muito curta para ser pequena”. Se estamos em um ambiente onde não nos sentimos bem, onde não nos sentimos úteis, é importante reavaliar se deveríamos mesmo estar lá.

 

Nós não estamos onde está nosso corpo, nós estamos onde está a nossa alma. A alma (no sentido não religioso) está onde estão nossos valores, onde está aquilo que a gente acredita, nossos sonhos, objetivos, nossas paixões. O ambiente de trabalho bom é aquele onde a pessoa está inteira. Juntando corpo e alma em atividade significativa e prazerosa.

 

Voltando ao diferencial de nossa identidade profissional como secretárias e secretários, temos diante de nós um importante desafio: se queremos atrair boas pessoas trabalhando conosco, precisamos fazer com que esse ambiente de trabalho seja agradável.

 

Eu tenho assumido o protagonismo da manutenção de um bom ambiente de trabalho, fazendo disso um diferencial de minha identidade profissional?

 

  1. Competência

Competência é a condição de realizar um trabalho, atingir um objetivo ou resolver um problema. Uma das nossas funções como profissionais de secretariado é ajudar nossos líderes a serem mais competentes.

 

O professor comentou que as competências estão divididas em 4 grupos:

  • Fazer: competências técnicas
  • Organizar: competências de gestão
  • Conviver: competências humanas
  • Aprimorar: competências de excelência

 

Algumas pessoas são competentes (atendem a expectativa), outras são incompetentes (não atendem a expectativa) e há um terceiro grupo, que são as pessoas meta competentes (superam as expectativas). Meta competência seria prestar atenção em todos os 4 grupos acima mencionados.

 

Assumindo que todo bom profissional de secretariado tenha as competências técnicas e de gestão como características básicas, talvez as mais desafiadoras aqui sejam as competências “conviver” e “aprimorar” – ou seja, temos aqui mais uma oportunidade de diferencial para a nossa identidade profissional.

 

Do ponto de vista do professor sobre a competência de conviver, “nós estamos carentes de bons humanos, não de bons técnicos”. E “precisamos re-aprender a apreciar o humano”. A respeito da competência de excelência, o professor comenta: “a excelência existe, perfeição não. Sempre posso melhorar, e a excelência é o movimento de tentar sempre fazer um pouco melhor”.

 

Estou disposto a me desafiar refletindo francamente sobre as minhas habilidades em cada uma dessas 4 competências?

 

  1. Comprometimento

E, para encerrar, o professor nos mostrou um diagrama que foi criado por ele durante uma dinâmica de grupo, quando pediram que os grupos criassem uma representação gráfica ou matemática do que seria o “casamento perfeito”.

Empresas e líderes sempre esperam que seus funcionários sejam comprometidos. Porém, como propõe o gráfico, comprometimento viria como resultado de um processo. Neste caso, o professor usou 2 triângulos sobrepostos e sugere que o comprometimento é resultado de um processo e antecedido por admiração, respeito, confiança, paixão e intimidade.

 

Quem me acompanha por aqui não imagina que eu me vi muitas vezes frustrada com experiências profissionais passadas, com as quais eu não consegui me comprometer, por mais que eu tivesse tentado, praticamente me forçado, a fazê-lo.

 

Hoje eu entendo que essa impossibilidade ocorreu justamente porque não havia meios de consolidar os passos anteriores necessários para atingir o comprometimento. Não havia admiração, respeito e confiança, porque a situação na qual eu estava inserida não correspondia aos meus valores, como pessoa e profissional.

 

Consequentemente não havia paixão e tampouco intimidade de minha parte para com o meu trabalho, porque os pilares anteriores não puderam ser estabelecidos. Eu confesso que me senti muito confundida nessas ocasiões, buscando entender o motivo dessas experiências e o que eu poderia aprender delas, e hoje eu entendo o porquê.

 

Acredito que ter sido fiel aos meus valores fortaleceu e me deu muito mais clareza de qual é a minha identidade profissional. Tomar o protagonismo da minha carreira e decidir o rumo dela não foi uma atitude fácil, mas foi muito enriquecedora do ponto de vista de autoconhecimento e amadurecimento profissional.

 

Eu tenho me comprometido com minha identidade profissional, com meu trabalho e com a minha carreira?

 

A palestra do professor foi muito inspiradora, leve e motivadora – uma das melhores que eu já assisti. Seria impossível reproduzir toda a riqueza do valor que ele transmitiu durante a 1:30h de exposição. O que deixo para você neste artigo é a minha mais sincera contribuição e chamada para reflexões profundas, para que possamos de fato buscar ativamente os diferenciais para nos desenvolvermos em nossa profissão, de hoje em diante.  

 

Se você curtiu este artigo, compartilhe e marque um colega que possa se interessar por este tema.

 

Obrigada por me acompanhar até aqui e, como sempre, te espero nos comentários para continuarmos esta conversa 😉 Qual insight mais mexeu com você e por que?

Author: Simone

Bacharel em Letras pela USP, Técnica em Secretariado Executivo, fluente em inglês, espanhol e português. Criadora do Secretariado com Simone, atualmente vivendo em Santiago do Chile.

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